Aneel aprova reajuste nas tarifas de energia no Ceará; confira os novos valores
23 de abril de 2026 / 13:00
Foto: Divulgação

A conta de energia no Ceará sofrerá um reajuste médio de 5,78% nos próximos dias, afetando tanto consumidores de baixa quanto de alta tensão. A decisão foi aprovada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última quarta-feira (22) e poderá ser aplicada pela concessionária Enel a partir de hoje.

O reajuste contempla uma revisão tarifária que resulta em um aumento médio de 4,67% para consumidores de baixa tensão, como residências e pequenos comércios, e de 9,71% para consumidores de alta tensão, que incluem indústrias.

De acordo com a Aneel, os principais fatores que influenciaram o aumento foram:

  • Impostos: 24%
  • Compra de energia: 27,9%
  • Distribuição de energia: 28,9%
  • Encargos: 13,4%

Os encargos setoriais são custos obrigatórios incluídos na conta de luz, destinados a financiar políticas do setor elétrico. A Enel atende cerca de 4,11 milhões de unidades consumidoras no Ceará, sendo que aproximadamente 86% delas pertencem ao grupo de baixa tensão. Para esses consumidores, o aumento varia conforme o tipo de uso:

  • Residências: aumento de 4,3%
  • Consumidores rurais de baixa tensão (fazendas e sítios): aumento de 5,53%
  • Pequenos comércios: aumento de 5,45%
  • Iluminação pública: aumento de 5,59%

Os consumidores de média e alta tensão, que representam apenas 0,12% da base de clientes, enfrentarão um aumento médio de 9,61%. Para os grandes consumidores de alta tensão, o reajuste pode chegar a 12,21%.

Em nota, a Enel Ceará ressaltou que as tarifas de energia são definidas pela Aneel com base em legislações e regulamentos federais. O objetivo do reajuste é atualizar os valores das tarifas para refletir os custos do setor elétrico e garantir a saúde financeira das empresas distribuidoras.

A Enel também informou que apenas 28,9% da nova tarifa é destinada à distribuidora, o que significa que, em uma conta de energia de R$ 100, apenas R$ 28,90 são usados para cobrir os custos operacionais e a remuneração da empresa, enquanto o restante é direcionado a geradoras de energia, transmissoras e aos governos federal e estadual.