
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) expressou preocupações em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que visa abolir a jornada de trabalho 6×1, atualmente utilizada por diversas categorias. Segundo a entidade, essa mudança pode resultar em um aumento significativo do desemprego e da informalidade no mercado de trabalho.
A CNC argumenta que a proposta, ao alterar a estrutura das jornadas de trabalho, pode desestimular a contratação formal de empregados, levando os comerciantes a optarem por alternativas informais para evitar os custos associados à formalização. Isso, segundo a entidade, não apenas prejudicaria os trabalhadores, mas também afetaria a arrecadação de impostos e a proteção social.
Além disso, a confederação destaca que a manutenção da jornada 6×1 é crucial para garantir a flexibilidade necessária nas operações comerciais, especialmente em setores que demandam atendimento contínuo, como o varejo e serviços. A CNC solicita um diálogo mais amplo entre os representantes do comércio, trabalhadores e o governo para encontrar soluções que atendam às necessidades de todos os envolvidos.