
A Meta, empresa controladora de plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, firmou acordos estratégicos com três companhias de geração de energia nuclear nos Estados Unidos com o objetivo de assegurar o fornecimento estável de eletricidade para seus data centers voltados à inteligência artificial (IA). A iniciativa reforça uma tendência crescente entre as grandes empresas de tecnologia, que passam a considerar a energia nuclear como uma alternativa viável para atender à demanda energética cada vez mais elevada de suas operações.
O avanço acelerado da inteligência artificial tem exigido infraestruturas computacionais robustas, com alto consumo de energia e funcionamento contínuo. Nesse contexto, a energia nuclear surge como uma opção estratégica por oferecer produção constante, previsível e livre de emissões diretas de carbono, características consideradas fundamentais para garantir a segurança energética e cumprir metas ambientais de longo prazo.
A repercussão do anúncio foi imediata no mercado financeiro. As ações da Vistra, uma das companhias responsáveis pelo fornecimento de energia à Meta, registraram uma alta expressiva de 10,5% na Nasdaq logo após a divulgação da notícia. O movimento reflete a confiança dos investidores no papel que a energia nuclear pode desempenhar na nova fase de expansão das Big Techs, especialmente diante da crescente pressão por soluções energéticas sustentáveis.
Analistas avaliam que acordos desse tipo indicam uma mudança estrutural na estratégia energética do setor de tecnologia, que tradicionalmente investia principalmente em fontes renováveis como solar e eólica. Embora essas alternativas continuem relevantes, sua intermitência tem levado as empresas a buscar fontes complementares capazes de garantir fornecimento contínuo para operações críticas, como os data centers de IA.
Além do impacto financeiro, a iniciativa da Meta também reacende o debate sobre o papel da energia nuclear na transição energética global. Considerada por alguns especialistas como uma fonte essencial para reduzir emissões em larga escala, a energia atômica vem ganhando novo fôlego com o apoio de empresas privadas, especialmente aquelas com grande poder de investimento e necessidade energética crescente.
Assim, o acordo firmado pela Meta não apenas fortalece sua estratégia de expansão em inteligência artificial, como também sinaliza um reposicionamento das Big Techs em relação à matriz energética, abrindo espaço para a energia nuclear como parte do caminho rumo a uma economia mais sustentável, inovadora e preparada para as demandas tecnológicas do futuro.