Estado do NE tem a segunda maior expectativa de vida para idosos, mas enfrenta alta mortalidade infantil, aponta IBGE
28 de novembro de 2025 / 19:54
Foto: Divulgação

Pessoas idosas no Piauí têm motivos para comemorar, pois a expectativa de vida no estado voltou a subir após a queda observada durante a pandemia. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os piauienses que alcançam os 60 anos têm, em média, uma expectativa de vida adicional de 23,7 anos, o que coloca o estado como o segundo maior do Brasil nesse indicador, apenas atrás do Distrito Federal, que registra 24,4 anos.

Os dados, que foram coletados em 2024 e divulgados na última sexta-feira (28), também revelam que a mortalidade infantil no Piauí é uma preocupação, apresentando a sétima maior taxa do país, com 14,6 mortes a cada mil nascidos vivos. Apesar desse dado alarmante, a taxa de mortalidade infantil teve uma redução significativa de 64% nos últimos 24 anos, já que em 2000, o estado registrava 40,4 mortes por mil nascidos vivos.

A expectativa de vida ao nascer para os piauienses é de 77 anos, um aumento de um ano, oito meses e 12 dias em comparação com o índice de 2010.

Diferenças entre gêneros

O IBGE também destaca que a expectativa de vida entre idosos no Piauí varia conforme o gênero. Enquanto os homens que atingem os 60 anos têm uma expectativa de vida adicional de 21,9 anos, as mulheres vivem, em média, 25,3 anos a mais, o que representa uma diferença de aproximadamente 3,4 anos a mais em relação aos homens.

Essa média piauienses é a mais alta do Nordeste e supera a média nacional, que é de 22,6 anos. O Distrito Federal continua sendo o estado com o maior indicador do Brasil, enquanto Alagoas apresenta a menor expectativa de vida adicional para idosos, com 21,5 anos.