Estudo revela que dengue aumenta em até 30 vezes o risco de síndrome neurológica rara
17 de abril de 2026 / 09:23
Foto: Divulgação

Pessoas que contraem o vírus da dengue apresentam um risco consideravelmente elevado de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) nas semanas subsequentes à infecção. Um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz Bahia), em colaboração com a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, revelou que a probabilidade de desenvolver essa síndrome é 17 vezes maior durante as seis semanas após a infecção.

A pesquisa destaca a importância de monitorar pacientes que foram diagnosticados com dengue, especialmente em regiões onde a doença é prevalente. A SGB é uma condição rara, mas potencialmente grave, que afeta o sistema nervoso e pode levar à fraqueza muscular e, em casos extremos, à paralisia.

Os pesquisadores enfatizam a necessidade de mais estudos para entender melhor a relação entre a dengue e a SGB, bem como para desenvolver estratégias de prevenção e tratamento adequadas. A conscientização sobre os riscos associados à dengue é fundamental, uma vez que a doença continua a ser um desafio significativo para a saúde pública em várias partes do mundo.