
Recentemente, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) publicou um despacho no dia 17 de março, que proíbe o cultivo de algodão transgênico em 68 municípios do Maranhão. Essa medida visa estabelecer zonas de exclusão para evitar a contaminação gênica entre plantas geneticamente modificadas e as espécies nativas.
Com essa decisão, fica vedado o plantio do algodoeiro herbáceo geneticamente modificado, tanto por meio de sementes quanto de caroços, em áreas consideradas sensíveis para a preservação das variedades naturais do gênero Gossypium. Segundo a CTNBio, o principal risco é que o cruzamento entre o algodão transgênico e as plantas nativas possa comprometer a diversidade genética da espécie.
A proibição se fundamenta em pareceres técnicos acumulados desde 2004, além de estudos mais recentes realizados pela Embrapa Algodão, que identificaram regiões com maior vulnerabilidade à contaminação. No Maranhão, a restrição atinge, principalmente, municípios da Região Norte do estado.
Com a implementação dessa decisão, os produtores dessas localidades ficam impedidos de cultivar algodão transgênico e devem se adequar às regras estabelecidas pelo órgão federal, que já estão em vigor.