Governo no Nordeste reabre inscrições para concurso público unificado com inclusão de cotas raciais e nova data de provas
31 de outubro de 2025 / 12:44
Foto: Divulgação

O governo de Pernambuco reabriu, nesta quinta-feira (30), as inscrições para o Concurso Público Unificado (CPU), após a suspensão do edital anterior que não incluía cotas raciais. A decisão de retomar as inscrições vem após a sanção de uma nova lei que determina a reserva de 30% das vagas para candidatos pretos, pardos, indígenas e quilombolas.

O concurso oferece um total de 460 vagas, com salários que podem chegar a R$ 11,3 mil para diversos cargos na gestão pública estadual. As inscrições estão abertas até o dia 28 de novembro, e as provas, que estavam inicialmente programadas para dezembro, foram adiadas para janeiro de 2026.

De acordo com o novo edital, que pode ser acessado online, as cotas foram distribuídas da seguinte forma: 25% das vagas são reservadas para candidatos pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas. Importante ressaltar que os candidatos que já haviam se inscrito anteriormente estão garantidos para participar das provas e não precisam realizar uma nova inscrição.

As datas das provas foram definidas: os candidatos aos cargos que exigem formação específica de nível superior farão as provas objetivas e discursivas no dia 18 de janeiro, enquanto os demais candidatos, que possuem nível médio ou qualquer área de nível superior, realizarão as provas no dia 25 de janeiro.

O primeiro edital do CPU foi publicado em 9 de outubro e gerou críticas por não incluir cotas raciais, limitando-se a reservar vagas apenas para pessoas com deficiência. A reação foi imediata, com políticos, organizações da sociedade civil e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apontando que a ausência de cotas violava o Estatuto da Igualdade Racial, sancionado em 2023 pela governadora Raquel Lyra (PSD).

Após as críticas, o governo suspendeu as inscrições e apresentou um projeto de lei para garantir as cotas raciais, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em 15 de outubro. Essa proposta unificou iniciativas que já estavam em tramitação na Alepe, de autoria dos deputados Dani Portela (Psol), João Paulo Costa (PCdoB) e Rosa Amorim (PT).