Imposto sobre grandes fortunas pode arrecadar até R$ 30 bilhões anuais no Brasil, aponta estudo
15 de abril de 2026 / 11:00
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Um estudo realizado pelo Observatório Internacional de Fiscalidade, encomendado pela Plataforma Tributária da América Latina e do Caribe, aponta que a implementação de um imposto mínimo de 2% sobre grandes fortunas poderia arrecadar aproximadamente R$ 30,5 bilhões anualmente no Brasil.

A proposta, denominada Imposto Mínimo Efetivo sobre a Riqueza (IMER), visa proporcionar uma alternativa para aumentar a receita pública e reduzir as desigualdades sociais no país. O documento, que conta com um prefácio do Ministério da Fazenda, ressalta a importância de uma tributação mais justa, que possa beneficiar a sociedade como um todo.

Além disso, o estudo sugere que a criação desse imposto poderia contribuir significativamente para o financiamento de políticas públicas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. A proposta é vista como uma forma de garantir que os mais ricos também contribuam para o desenvolvimento do país, promovendo uma maior equidade fiscal.

A discussão em torno do IMER se insere em um contexto mais amplo de reforma tributária, que busca modernizar o sistema fiscal brasileiro e torná-lo mais eficiente e menos desigual. A expectativa é que a proposta seja debatida no Congresso Nacional, atraindo a atenção de economistas, políticos e da sociedade civil, que buscam soluções para os desafios fiscais do Brasil.