
O aumento da população brasileira com 60 anos ou mais que vive sozinha está gerando impactos significativos no mercado imobiliário. Segundo os dados do Censo Demográfico 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 19% dos domicílios no Brasil são ocupados por apenas uma pessoa, um crescimento considerável em relação aos 12,2% registrados em 2010.
Esse fenômeno reflete não apenas mudanças demográficas, mas também novas dinâmicas sociais e de consumo. A crescente autonomia dos idosos, somada à busca por maior qualidade de vida, tem levado a um aumento na demanda por imóveis que atendam às necessidades específicas desse público.
Os empreendimentos imobiliários estão, portanto, se adaptando a essa realidade, oferecendo unidades menores e mais funcionais, além de áreas comuns que promovem a convivência e o bem-estar. Essa mudança no perfil de moradia pode ser um indicativo de que o mercado está se preparando para atender uma demanda crescente de um público que, cada vez mais, busca independência e conforto em suas residências.
Além disso, a valorização de imóveis em regiões com infraestrutura adequada e acessibilidade se torna um ponto crucial para atrair esse novo perfil de morador, que prioriza a facilidade de locomoção e acesso a serviços essenciais. Com isso, o mercado imobiliário brasileiro se vê diante de um desafio e uma oportunidade de inovação, buscando atender às expectativas de uma população que está envelhecendo de forma ativa e independente.