PEC da jornada de trabalho propõe fim do 6×1 em 60 dias e 40 horas semanais em 12 meses
25 de maio de 2026 / 15:36
Foto: Divulgação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, apresentou um plano de transição para implantação gradual da jornada semanal de 40 horas no Legislativo, encerrando o atual modelo de escala 6×1.

A proposta prevê que o regime atual seja extinto 60 dias após a promulgação da nova legislação, com um período de adaptação de um ano até a implementação completa da nova carga horária.

O movimento recoloca no centro do debate brasileiro uma discussão que cresce em várias partes do mundo:
a revisão do modelo tradicional de trabalho construído ao longo do século XX.

O debate vai além da carga horária

A proposta surge em meio a uma transformação global impulsionada por:
• automação
• inteligência artificial
• digitalização
• burnout corporativo
• novas relações de trabalho

Empresas e governos passaram a discutir não apenas produtividade, mas também:
• saúde mental
• equilíbrio de vida
• qualidade do ambiente profissional
• retenção de talentos

A ideia de jornadas mais flexíveis vem ganhando espaço principalmente entre profissionais mais jovens e setores ligados à economia digital.

O Brasil começa a entrar em uma tendência global

Nos últimos anos, países europeus e empresas de tecnologia passaram a testar modelos com:
• semanas reduzidas
• jornadas híbridas
• escalas flexíveis
• redução de carga horária

Os defensores da mudança argumentam que produtividade não depende necessariamente de mais horas trabalhadas, mas de eficiência, tecnologia e organização operacional.

Já setores empresariais demonstram preocupação com:
• aumento de custos
• impacto operacional
• capacidade de adaptação
• produtividade em setores contínuos

O Nordeste acompanha mudança no mercado de trabalho

A discussão também tende a impactar economias urbanas nordestinas, especialmente em áreas ligadas a:
• comércio
• serviços
• varejo
• alimentação
• atendimento
• setor público

Ao mesmo tempo, o crescimento da economia digital e do trabalho remoto começa gradualmente a alterar a percepção sobre modelos tradicionais de jornada.

No fim, o debate iniciado por Hugo Motta revela algo maior:
o Brasil começa lentamente a discutir como será o trabalho dentro de uma economia cada vez mais tecnológica, conectada e pressionada por mudanças sociais profundas.