Pernambuco e Bahia unem forças para celebrar indicações de ‘O Agente Secreto’ no Oscar
23 de janeiro de 2026 / 07:52
Foto: Reprodução/Instagram

Os governos de Pernambuco e da Bahia uniram forças para celebrar as quatro indicações do filme “O Agente Secreto” ao Oscar 2026, marcando um momento de colaboração que suavizou uma antiga rivalidade entre os estados. A obra, dirigida pelo pernambucano Kleber Mendonça Filho, foi gravada no Recife e está na disputa por categorias como Melhor Filme, Filme Internacional e Direção de Elenco, enquanto o ator baiano Wagner Moura concorre ao prêmio de Melhor Ator.

Em uma postagem colaborativa nas redes sociais, os dois estados destacaram a importância dessa conquista para o cinema brasileiro. “Aqui é o Nordeste no Oscar! ❤️💙🎬 É o Nordeste mostrando que, quando junta, vira clássico!”, celebraram. O post enfatizou que Pernambuco e Bahia possuem um rico histórico cultural e criativo, ressaltando a força do Nordeste no cenário internacional.

Além de parabenizar a equipe do filme, a mensagem conjunta destacou a relevância dessa conquista histórica para o cinema nacional, afirmando: “Pernambuco e Bahia têm o molho, têm talento, têm história e, juntos, falam alto com o mundo inteiro.”

Nos comentários, a conta oficial do filme convidou os internautas a se unirem à celebração, enquanto moradores dos dois estados sugeriram ideias para uma comemoração, como uma festa na ponte que liga Juazeiro a Petrolina, além de uma possível colaboração entre os carnavais dos dois estados.

As indicações ao Oscar representam o ápice de uma temporada de premiações para “O Agente Secreto”, que já conquistou 56 prêmios em 36 festivais, incluindo o Globo de Ouro de Melhor Ator e Melhor Filme de Língua Não Inglesa, além de prêmios em Cannes.

A obra, que remete ao clássico “Cidade de Deus” de 2004, apresenta Wagner Moura no papel de Marcelo, um professor que chega ao Recife em 1977 fugindo de ameaças em São Paulo, em busca de reencontrar seu filho. O filme se destaca por sua atmosfera densa, utilizando o carnaval e a paisagem urbana como cenários de vigilância e paranoia, entrelaçando lendas locais e o medo da ditadura.

Diversas locações icônicas do Recife, como o Cinema São Luiz, o Ginásio Pernambucano e o campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foram utilizadas nas filmagens, contribuindo para a autenticidade da narrativa. Na edição anterior do Oscar, o filme “Ainda estou aqui”, dirigido por Walter Salles, fez história ao vencer o prêmio de Melhor Filme Internacional, sendo a primeira estatueta conquistada pelo Brasil na premiação.