Pesquisador da UEPB é reconhecido como um dos cientistas mais influentes do mundo
29 de setembro de 2025 / 09:40
Foto: Divulgação

O professor Rômulo Alves, do Departamento de Biologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), localizada em João Pessoa, foi reconhecido como um dos cientistas mais influentes do mundo em 2025, de acordo com um ranking internacional elaborado em colaboração com a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

Reconhecimento e Responsabilidade

Em suas declarações, Rômulo expressou que esse reconhecimento não apenas o inspira a continuar explorando novas fronteiras na ciência, mas também representa uma grande responsabilidade. “É motivo de enorme alegria, mas também de grande responsabilidade. É gratificante perceber que essa trajetória foi construída coletivamente, com colegas, orientandos, instituições e agências de fomento que sempre apoiaram o trabalho”, afirmou o professor.

O ranking, considerado um dos mais respeitados no cenário internacional, avalia cientistas em 22 campos e 174 subcampos científicos, levando em conta aqueles que possuem pelo menos cinco artigos publicados. A seleção destaca os 2% dos pesquisadores mais citados, com base em dados da plataforma Scopus, a maior base de dados de literatura revisada por pares. Os critérios incluem parâmetros de citação padronizados e a posição dos autores nos artigos.

“O ranking é elaborado por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, Stanford, em parceria com a Elsevier, a maior editora científica global. Isso dá ainda mais relevância ao feito, mostrando que o impacto do nosso trabalho transcende fronteiras regionais e nacionais. Mais do que uma honra pessoal, é a prova de que a ciência feita nas universidades públicas brasileiras tem força e relevância internacional”, enfatizou Alves.

Contribuições na Pesquisa Científica

Rômulo Alves possui uma produção científica robusta na área de Zoologia, com foco na conservação da biodiversidade e saúde. Sua pesquisa é notável na Etnozoologia, que investiga as interações entre humanos e animais, abrangendo desde práticas tradicionais até os impactos da caça, pesca e comércio de fauna.

“O que me levou a trilhar esse caminho foi uma infância fortemente ligada à natureza, que naturalmente me direcionou ao curso de Biologia. Sempre acreditei que integrar ciência e saberes locais é fundamental para a construção de estratégias de conservação mais eficazes”, revelou o professor.

O pesquisador atribui o reconhecimento global do seu trabalho à sua abordagem interdisciplinar e à relevância social e ambiental de suas pesquisas. “Outro aspecto crucial é a conexão direta com problemas concretos, como a perda acelerada da biodiversidade, a intensificação da degradação ambiental e os riscos de zoonoses, desafios que exigem soluções urgentes, inovadoras e integradas. Essa combinação de rigor acadêmico, impacto social e aplicabilidade prática ampliou a visibilidade dos estudos e reforçou sua relevância em escala global”, explicou.

Incentivo à Nova Geração de Pesquisadores

De acordo com Rômulo, o apoio das universidades públicas é fundamental para que novos estudantes e pesquisadores possam construir uma trajetória acadêmica sólida. Ele incentiva a paixão pela ciência, aliada à resiliência e ao compromisso. “Acima de tudo, mantenham equilíbrio e paixão pelo que fazem. A ciência só cumpre plenamente seu papel quando alia rigor acadêmico a compromisso humano e social, ajudando a conservar a vida em todas as suas formas”, aconselhou o professor.