
O estado do Piauí observou um crescimento na proporção de moradores que receberam benefícios de programas sociais do governo em 2025. De acordo com os dados, 17,2% da população piauienses contou com esse tipo de rendimento, o que representa um aumento de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior, 2024.
Esse índice supera a média nacional, que foi de 9,1%, resultando em uma diferença de 8,1 pontos percentuais em comparação com o estado. Os programas sociais continuam a ser a principal fonte de renda para os piauienses, considerando as rendas que não provêm do trabalho. Em contraste, a realidade nacional aponta que a principal fonte de rendimento fora do trabalho são as aposentadorias e pensões, que beneficiam 13,8% da população brasileira.
No Piauí, as aposentadorias e pensões ocupam a segunda posição como fonte de renda não vinculada ao trabalho, alcançando 15,8% da população em 2025, com um aumento de 1,1 ponto percentual em relação ao ano anterior.
A renda média mensal dos trabalhadores piauienses foi de R$ 2.561 em 2025, conforme os dados da PNADC. Este valor representa um acréscimo de R$ 361 em comparação a 2024, resultando em uma alta de 16%. Apesar desse crescimento, o rendimento dos piauienses ainda está abaixo da média nacional, que foi de R$ 3.560 no mesmo período, cerca de R$ 1 mil a mais.
Em termos de comparação, a renda média no Brasil cresceu 10,9% em relação ao ano anterior. O Piauí permanece entre os estados com os menores rendimentos médios do país, ocupando a sexta posição mais baixa entre as unidades da federação em 2025. Os estados com os maiores rendimentos foram o Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177), enquanto os menores valores foram registrados no Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).