
A produção industrial no Rio Grande do Norte apresentou uma queda significativa de 24,5% em fevereiro, quando comparada ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal Regional.
Desde outubro de 2025, a indústria do estado vem enfrentando um cenário de quedas consecutivas. No entanto, este é o primeiro registro na série histórica, que teve início em 2023, em que todos os setores da indústria apresentaram resultados negativos simultaneamente.
As maiores reduções foram observadas nos seguintes segmentos:
É importante destacar que fevereiro de 2026 teve 18 dias úteis, dois a menos que fevereiro de 2025, que contou com 20 dias úteis.
O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, ressaltou que as quedas na produção industrial do estado refletem uma perda de ritmo industrial que vem sendo observada desde o final do ano passado. Segundo ele, fatores macroeconômicos, como uma política monetária restritiva e taxas de juros elevadas, têm encarecido o crédito e reduzido os investimentos, impactando diretamente a produção industrial.
Em relação à variação acumulada do ano, que considera os meses de janeiro e fevereiro, todos os segmentos industriais apresentaram percentuais negativos, exceto a confecção de artigos do vestuário e acessórios, que teve um crescimento de 16,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Os dados também mostram que a atividade das indústrias extrativistas caiu -14,2%, a fabricação de produtos alimentícios diminuiu -11,6%, e a fabricação de coque e produtos derivados do petróleo e biocombustíveis registrou uma queda de -35,3%. Como resultado, a indústria geral do Rio Grande do Norte acumulou uma perda de 24,8% no primeiro bimestre.
Analisando a variação acumulada em 12 meses, a confecção de artigos do vestuário e acessórios teve um desempenho positivo de 47,8%, assim como as indústrias extrativistas, que cresceram 3,8%. No entanto, a fabricação de produtos alimentícios e a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis apresentaram quedas de -2,3% e -23,4%, respectivamente. Dessa forma, a indústria potiguar acumulou uma queda de 12,6% nos últimos 12 meses.