
O mês de dezembro registrou uma retração de 0,4% em relação a novembro, indicando uma desaceleração pontual na atividade analisada. Essa variação mensal negativa pode estar associada a fatores sazonais, ajustes de mercado, redução momentânea da demanda ou até mesmo reflexos de um cenário econômico mais cauteloso no encerramento do ano.
Apesar desse recuo no último mês, o resultado acumulado ao longo do ano foi positivo, com crescimento de 1,6%. Esse dado reforça a capacidade de recuperação e adaptação do setor, que conseguiu manter trajetória de expansão mesmo diante de oscilações ao longo dos meses. O desempenho anual demonstra que a base de crescimento se manteve sólida, compensando as variações pontuais registradas no curto prazo.
A análise em perspectiva mais ampla mostra que quedas mensais não necessariamente comprometem a tendência estrutural. Em muitos casos, ajustes de fim de ano são esperados, especialmente em segmentos influenciados por sazonalidade, crédito, consumo ou reorganização de estoques.
Para o próximo ano, as projeções seguem otimistas. Analistas apontam que, mantidas as condições macroeconômicas favoráveis — como estabilidade inflacionária, melhora no mercado de trabalho e ambiente de crédito mais acessível —, a tendência é de continuidade no crescimento. Assim, mesmo com o recuo de 0,4% em dezembro, o saldo de 1,6% no acumulado anual reforça a resiliência e o potencial de expansão do setor nos próximos períodos.