
O mercado de trabalho do Rio Grande do Norte apresentou sinal de desaceleração em abril. Segundo dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado encerrou o mês com saldo negativo de 156 empregos formais.
O resultado colocou o Rio Grande do Norte entre os três únicos estados brasileiros que registraram mais demissões do que contratações no período, ao lado de Alagoas e Rio Grande do Sul.
Apesar do desempenho negativo em abril, o saldo acumulado de 2026 permanece positivo, com a criação de 242 postos de trabalho formais.
Embora o resultado mensal tenha acendido um alerta, especialistas recomendam uma análise mais ampla do cenário.
Mercados regionais podem apresentar oscilações temporárias influenciadas por:
• sazonalidade econômica
• ciclos agrícolas
• encerramento de contratos temporários
• comportamento do comércio
• investimentos privados
O principal desafio para o Rio Grande do Norte continua sendo a construção de uma base econômica capaz de sustentar geração de empregos ao longo do ano, reduzindo a dependência de setores mais vulneráveis às variações de mercado.
Os números revelam que os maiores impactos ocorreram justamente em setores estratégicos para a economia potiguar.
Os segmentos com pior desempenho foram:
• Serviços: -1.218 vagas
• Agricultura, pecuária, pesca e aquicultura: -1.050 vagas
• Comércio: -354 vagas
• Indústria: -152 vagas
A construção civil foi a única grande atividade econômica a apresentar saldo positivo, com geração de 185 novos empregos.
O comportamento dos serviços chama atenção por se tratar do principal empregador urbano do estado.
Os dados municipais revelam que o desempenho econômico não foi uniforme.
Entre os municípios com maiores perdas aparecem:
• Mossoró (-246)
• Ipanguaçu (-117)
• Jandaíra (-113)
• Baraúna (-93)
• Guamaré (-92)
Já as cidades com melhor desempenho foram:
• Natal (+215)
• Assú (+109)
• São Gonçalo do Amarante (+90)
• Currais Novos (+84)
• Pau dos Ferros (+79)
O cenário demonstra que diferentes vocações econômicas locais influenciam diretamente o comportamento do mercado de trabalho.
Para especialistas em desenvolvimento regional, os números reforçam a necessidade de ampliar investimentos em setores capazes de gerar empregos mais estáveis e de maior valor agregado.
Entre as oportunidades frequentemente apontadas para o estado estão:
• energias renováveis
• logística
• turismo qualificado
• economia digital
• indústria de transformação
• inovação tecnológica
A diversificação produtiva aparece como um dos caminhos para reduzir oscilações e aumentar a resiliência econômica regional.
No fim, o resultado de abril não altera a tendência positiva acumulada no ano, mas serve como alerta para a importância de políticas públicas e investimentos que fortaleçam a competitividade e a geração sustentável de empregos no Rio Grande do Norte.