Universidade no Nordeste transforma lixo marinho em produtos sustentáveis por meio de projeto inovador
20 de setembro de 2025 / 19:49
Foto: Divulgação

Um projeto inovador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está transformando lixo retirado do mar em novos produtos, além de promover campanhas de conscientização ambiental em João Pessoa. A iniciativa, chamada “Mares sem Plástico”, tem como objetivo principal a coleta de resíduos como canudos, tampinhas de garrafa, chupetas e escovas de dente, que são encontrados nas praias da capital paraibana.

Conscientização e Educação Ambiental

O projeto realiza um trabalho educativo voltado para a conscientização sobre o descarte correto de resíduos, alcançando associações de moradores, comunidades, aldeias indígenas e escolas, tanto públicas quanto privadas. A professora Cláudia Cunha, que coordena a iniciativa, destaca que a conscientização é a primeira etapa fundamental do trabalho. “É necessário realmente trabalhar com a cultura oceânica, que é mostrar para a sociedade a importância do oceano em nossas vidas, como também o descarte correto do resíduo sólido, em especial, o plástico”, afirmou.

Entre os itens coletados, estão garrafas plásticas com rótulos de países como Japão, Alemanha e Espanha, que são levados pelo oceano até as praias da região.

Inovação na Reciclagem

O projeto também propõe diversas soluções de reciclagem. Entre as iniciativas, destaca-se a coleta de filtros de cigarro, que são transformados em tijolos ecológicos e papel reciclável. Além disso, as tampinhas de garrafa plástica são trituradas e convertidas em placas de plástico, que são utilizadas na fabricação de brinquedos para crianças e comedouros para animais de estimação.

A estudante Carla Gomes, que participa do projeto, expressa seu desejo de oferecer alternativas ao uso do plástico convencional, que prejudica o meio ambiente marinho. “O meu grande sonho é esse. Trazer alternativas para o uso do plástico convencional, que tem feito tanto mal aos nossos ecossistemas, principalmente aos ecossistemas aquáticos. Acredito que a pesquisa, a universidade e o Mares sem Plástico estão aqui para isso”, disse a estudante.